Zé Urbano

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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Um deus ateu

Um deus tráido na confissões
Um deus perdido nas solidões
Um deus bandido nas soluções
Um deus querido nas multidões.

Que não sabe o valor que eu dou pro amor
Que não sabe o valor que eu dou pra dor.

Um deus sentido nas orações
Um deus saído dos corações
Um deus ferido, com arranhões
Um deus nos livros, nas coleções.

Que não sabe o valor que eu dou pro amor
Que não sabe o valor que eu dou pra dor.

Um deus tão crente dentro da gente
Um deus tão pasmo com o meu marasmo
Um deus tão certo, nem tão perto
Um deus tão triste com o dedo em riste.

Que não sabe o valor que eu dou pro amor
Que não sabe o valor que eu dou pra dor.
  
Um deus tão sério e cheio de mistério
Um deus assim, longe de mim
Um deus aflito pelo meu grito
Um deus ateu, nem teu nem meu!   
 

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