Zé Urbano

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quinta-feira, 2 de abril de 2009

A MULHER LAVANDO A JANELA


NUM VAI E VEM INCESSANTE
DE ÁGUA, SABÃO E CALOS,
LIMPAVA A SUJEIRA INSISTENTE
ESSA MULHER QUE EU FALO.

MERO TRABALHO, DIRIA ALGUÉM;
SOBREVIVER É UM DETALHE,
BUSCANDO FORÇAS NO ALÉM,
LIMPANDO VIDRO E TALHE.

GUERREIRA QUE SÓ VENDO!
NO BATE -BATE, GANHA PÃO,
COISAS QUE NÃO ENTENDO...
LAVANDO... A VIDA... EM VÃO...

RISCANDO PISO TETO VIDRO
COM UM SONHO NO CORAÇÃO
LEVANDO A VIDA NO GRITO!
ESTÁ TUDO LIMPO? ACHO QUE NÃO...

3 comentários:

José Antonio Klaes Roig disse...

Olha só, dá uma bela canção, se já não o for. Parabéns, Fernando. Os textos são ótimos. Um abração,

JAZZ-MIM disse...

Adorei sua poesia... me inspirou!
Abraços!!!!

Bahasi disse...

é... nunca vai ficar impo não... meio gregório de mattos... me lembrou da história de que não sei de qual livro... acho que era da que roubava livros, não sei... o pai biológico ia visitá-la e a mãe se matava... sei não.
mas era a típica lavadeira do rio...